Eu quero sair da corrida dos ratos – Experiência e a Pílula Vermelha

escrito por: Guilherme Moschen | filosofia | Monday 10 May 2010 19:11

Resolvi fazer uma série de posts falando da minha experiência em projetos e da vontade de sair da corrida dos ratos. Vamos a primeira parte.

Experiência é uma droga mesmo, às vezes fico divagando como era bom ser novo, não saber realmente como as coisas funcionam, não ter tomado a pílula vermelha e ter ânimo para fazer tudo independente da realidade enfrentada. Lembra daquele chavão: ignorância traz felicidade, ele é mais verdadeiro do que se imagina.

Sabe aquele prazer por um trabalho bem feito, a luta pela gratificação que deu certo. Fato que o projeto foi concluído esconde toda e qualquer dificuldade. Mas para que se importar com as dificuldades se o projeto foi entregue?

Uma analogia interessante é um atleta brasileiro quando ganha uma medalha num esporte de pouca expressão nacional. Poucas pessoas sabem o quanto ele teve lutar, a quantidade de dificuldades enfrentadas, a falta de patrocínio público e privado, o anonimato até chegar a medalha, etc. E quando ganhou a medalha, tudo continuou sendo esquecido para as pessoas de fora, afinal o próximo atleta que ganhar alguma coisa terá que enfrentar as mesmas coisas, e de novo, e de novo…

Somente quem já passou por isso sabe o quanto as coisas poderiam ser diferentes, quem já foi um programador cowboy e conseguiu deixar de ser um, sabe o quanto as coisas podem ser encaradas de uma forma diferente.

Em todas as empresas as quais eu já trabalhei eu tive que trabalhar no final de semana, em todas. Trabalhar de madruga, ou mais de 24 horas seguidas, é algo mais comum do que se imagina para cumprir os prazos. Chega ao ponto que quando um projeto está para “terminar” os gerentes dizem: “final de projeto é assim mesmo, temos que fazer horas extras”. Eu já escutei muitas vezes isso.

No próximo post eu falarei sobre a má cultura dos gerentes.

Abraços